Produções Acadêmicas

Nesta aba, você poderá conhecer minhas produções acadêmicas, resultado de pesquisas e experimentações ao longo da minha trajetória. São trabalhos que exploram diferentes universos da música e da criação sonora — desde a produção musical e a elaboração de trilhas sonoras até o desenvolvimento de jingles, arranjos e orquestrações. Cada projeto reflete meu interesse em investigar, experimentar e transformar ideias em experiências artísticas que unem teoria e prática.

Meu Trabalho de Conclusão de Curso

Universidade Federal de Campina Grande

Neste trabalho, eu apresento uma investigação sobre as aplicações da Inteligência Artificial (IA) na produção musical, explorando suas potencialidades e desafios em diferentes etapas do estúdio: pré-produção, produção e pós-produção. Meu objetivo é mostrar de que forma a IA pode colaborar com a prática musical, especialmente na mixagem, sem comprometer a sensibilidade artística do produtor.

A pesquisa combina fundamentação teórica, com autores que discutem aspectos éticos, criativos e técnicos, e uma prática experimental realizada no Laboratório de Estúdio e Áudio da UFCG, onde produzi quatro músicas autorais com o auxílio de ferramentas baseadas em IA. Os resultados revelam que a IA pode agilizar processos e sugerir soluções criativas, mas reforçam que o olhar crítico e a intervenção humana são indispensáveis. Concluo que a IA deve ser entendida como aliada, e não substituta, no fazer musical, contribuindo para um debate atual sobre tecnologia e arte sonora.

Projeto de Extensão

Curso de Produção Musical

Neste trabalho em parceria com a FUNARTE, eu apresento a experiência do curso de extensão em produção musical da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que integra ensino, pesquisa e extensão como pilares da educação superior. O curso foi concebido para responder à demanda por profissionais qualificados e, ao mesmo tempo, valorizar a música como expressão cultural e meio de comunicação universal. Por meio de uma abordagem prática e teórica, buscamos desenvolver habilidades técnicas, incentivar a criatividade e fortalecer a cultura local. A iniciativa envolveu músicos e produtores de diferentes níveis de experiência, em atividades que iam da composição à gravação, criando um ambiente colaborativo e transformador. Além de contribuir para a formação acadêmica e profissional, o curso reforçou o papel da música como ferramenta de inclusão social e diálogo intercultural, destacando a universidade como agente de transformação social e promotora de uma comunidade mais unida e culturalmente ativa.

O uso da Inteligência Artificial na Produção Musical:

Relato de um projeto de produção musical no LEA/UNAMUS/UFCG

A Inteligência Artificial tem se mostrado uma aliada poderosa na produção musical, oferecendo agilidade em processos como criação melódica, definição de timbres e mixagem. Mais do que substituir o produtor, a IA amplia suas possibilidades, trazendo novas soluções técnicas e criativas. No entanto, é a sensibilidade humana que garante a identidade e a emoção da obra, tornando a tecnologia um recurso colaborativo essencial para o futuro da música.

Veja os principais tópicos do meu TCC

RESUMO

Minha pesquisa acadêmica investiga as aplicações da Inteligência Artificial na produção musical, analisando suas possibilidades e limites nos processos de pré-produção, produção e pós-produção em estúdio. Através de revisão teórica e de experimentos práticos realizados no Laboratório de Estúdio e Áudio da UFCG, explorei como ferramentas de IA podem auxiliar em etapas como criação, mixagem e definição de timbres, sem substituir a sensibilidade artística do produtor. O estudo conclui que a IA deve ser vista como uma aliada criativa e técnica, contribuindo para o debate sobre o papel da tecnologia na música contemporânea.

CONTEXTO HISTÓRICO

Ao longo da história, a tecnologia transformou profundamente a forma como produzimos música. Desde o fonógrafo de Thomas Edison, criado inicialmente para fins administrativos, até a chegada do MIDI e dos estúdios digitais, cada inovação ampliou as possibilidades criativas e técnicas. Nesse percurso, surgiu também o papel do produtor musical como articulador das escolhas artísticas e tecnológicas dentro do estúdio. Com o avanço da Inteligência Artificial, a produção musical entra em uma nova fase, marcada pelo diálogo entre sensibilidade humana e recursos tecnológicos cada vez mais sofisticados.

O Fonógrafo

A tecnologia transformou a música ao longo do tempo. Desde o fonógrafo de Edison, que permitiu registrar sons pela primeira vez, até a fita magnética, a gravação multipista e o protocolo MIDI, cada inovação ampliou as possibilidades criativas e técnicas da produção. Nesse percurso, consolidou-se também o papel do produtor musical como figura central na direção artística e técnica dos projetos. Com a popularização dos Home Studios e das ferramentas digitais, a produção se tornou mais acessível e democrática, preparando o terreno para a chegada da Inteligência Artificial como novo recurso no processo criativo.

O Midi

No século XX, a tecnologia transformou a produção musical ao tornar o processo mais acessível e flexível. A gravação multipista permitiu maior liberdade criativa, e a popularização da fita magnética possibilitou edições e sobreposições de takes, revolucionando os estúdios. Posteriormente, o surgimento do MIDI integrou instrumentos e computadores, inaugurando a era digital e ampliando drasticamente as possibilidades sonoras. Esse avanço democratizou a produção, permitindo que artistas independentes criassem em Home Studios, reduzindo custos e tornando a criação musical mais livre e diversificada.


A Inteligência Artificial

Veja as minhas principais abordagens sobre este assunto


1.

A Inteligência Artificial tem se tornado cada vez mais capaz de imitar o comportamento humano em tarefas simples, analisando uma quantidade de dados e identificando padrões cada vez mais complexos.

2.

A Inteligência Artificial tem um papel importante na produção musical porque atua como uma ferramenta colaborativa, capaz de agilizar processos técnicos e sugerir soluções criativas sem substituir a sensibilidade humana.

3.

Na prática, a IA auxilia em etapas como notação melódica, sugestões harmônicas, definição de timbres e mixagem assistida, oferecendo rapidez e precisão. Isso permite ao produtor ganhar tempo e explorar novas ideias, mas sem abrir mão do olhar crítico e das decisões estéticas que dependem da experiência e da subjetividade artística.

A pré-produção

No início da pré-produção, conforme destacam Rosa e Manzolli (2019), parte-se de um material musical definido, e cabe ao produtor organizar mentalmente como esse conteúdo será registrado em estúdio. Esse tripé que sustenta a produção musical funciona como um guia para as próximas etapas, reduzindo riscos de falhas e contratempos. Ainda assim, nesse momento surgem questionamentos importantes: quais instrumentos representam melhor o estilo escolhido, de que forma serão captados, como se integrarão às gravações em linha, e se os músicos estão devidamente preparados e confiantes para executar as gravações.

A Inteligência Artificial entra como apoio importante nesse processo, trazendo rapidez em tarefas como transcrição de ideias em partitura, sugestão de harmonias e até desbloqueio criativo, quando auxilia na continuação de melodias ou letras. Assim, a pré-produção deixa de ser apenas uma preparação técnica e passa a ser também um espaço de experimentação e colaboração entre o olhar humano e os recursos tecnológicos.

A produção

Na fase de produção em estúdio, a mixagem envolve decisões técnicas e artísticas que moldam toda a obra musical.

Esse processo exige respeitar a proposta estética inicial, mesmo diante da flexibilidade criativa que ele oferece. Por isso, tem despertado interesse de pesquisadores e desenvolvedores que buscam automatizar etapas, tornando-as mais ágeis e acessíveis.

No entanto, apesar das contribuições da Inteligência Artificial para acelerar o fluxo de trabalho e oferecer soluções práticas, é indispensável a atuação crítica do produtor. Afinal, a sensibilidade humana continua sendo responsável por equilibrar técnica, coerência e expressividade, garantindo que o resultado final preserve a identidade artística da obra.


GALERIA

Veja os bastidores das gravações

A Inteligência Artificial na Pós-Produção

RESUMO

Na etapa de pós-produção, a pesquisa descreve como as músicas gravadas passaram pelo processo de mixagem e masterização com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial. Essa fase buscou unificar a sonoridade das faixas dentro de uma identidade própria, no caso voltada ao pop rock. Tradicionalmente restrito a grandes estúdios, esse trabalho hoje pode ser realizado em Home Studios acessíveis, com suporte de DAWs e plugins inteligentes.

PRÁTICA EM ESTÚDIO

Recursos de machine learning aplicados a plugins analisaram automaticamente o áudio, sugerindo correções e alternativas de timbre, equalização e volumes. Apesar da eficiência, o estudo ressalta que os resultados dependem de ajustes manuais e do olhar crítico do produtor, configurando uma relação colaborativa entre tecnologia e sensibilidade artística. Assim, a IA aparece como facilitadora do fluxo de trabalho, sem substituir a criatividade e as escolhas estéticas humanas.

Equilíbrio de Volumes

Analisando em DbVu

O primeiro passo da pós-produção foi ajustar os volumes das faixas para garantir clareza e equilíbrio entre os instrumentos. Essa etapa, fundamental para evitar distorções e manter a coesão sonora, foi realizada de duas formas: manualmente, com base na percepção auditiva do produtor, e com o auxílio de plugins de Inteligência Artificial. As ferramentas automáticas conseguiram identificar instrumentos e propor ajustes semelhantes aos feitos manualmente, além de sugerir panoramas sonoros inspirados na disposição tradicional de palco. Contudo, erros pontuais mostraram a necessidade da intervenção humana, confirmando que a IA funciona como apoio técnico, mas não substitui a escuta crítica e a sensibilidade estética do produtor.

Mixagem de bateria

Mixando a Blue Print Drum Kit

Na mixagem da bateria, o processo começou com ajustes manuais de equalização e dinâmica, buscando destacar o peso do bumbo, o ataque dos tons e a clareza da caixa e dos pratos. Para enriquecer o som, foram utilizados simuladores de mesa analógica e efeitos que aproximam a sonoridade do caráter orgânico de uma gravação real. Em seguida, plugins de Inteligência Artificial analisaram automaticamente o kit, sugerindo compressões, equalizações e reverbs. Embora essas ferramentas tenham proporcionado praticidade e resultados satisfatórios, em alguns casos os ajustes automáticos excederam o impacto desejado, exigindo correções manuais. Dessa forma, a IA se mostrou útil para otimizar o tempo e oferecer alternativas criativas, mas a intervenção humana permaneceu essencial para alcançar naturalidade e coerência estética na bateria.

Mixagem de Baixo Elétrico

Mixagem de um simulador do lendário Precision

Na mixagem do baixo elétrico, o foco inicial foi o controle da dinâmica, utilizando compressores para equilibrar os transientes e garantir estabilidade no som. Em seguida, a equalização foi aplicada para reforçar as frequências graves sem sobrepor o bumbo e, ao mesmo tempo, preservar a clareza do instrumento no conjunto. A Inteligência Artificial contribuiu sugerindo ajustes automáticos de timbre e balanço, agilizando o processo. No entanto, mesmo com resultados satisfatórios, foi necessária a intervenção manual do produtor para assegurar que o baixo se integrasse de forma coesa à bateria e ao restante da mixagem. Assim, a IA funcionou como apoio técnico, mas a decisão estética final permaneceu sob responsabilidade humana.

Mixagem de Guitarra

Guitarra tajima 530

Na mixagem da guitarra, buscou-se realçar sua presença sem comprometer a clareza dos outros instrumentos. Foram aplicadas técnicas de equalização para evitar sobreposição de frequências e destacar características próprias do timbre escolhido, como o drive e a expressividade das cordas. Plugins com Inteligência Artificial ajudaram a propor ajustes automáticos de equalização e dinâmica, acelerando o processo e oferecendo alternativas sonoras. Ainda assim, foi necessária a intervenção manual do produtor para refinar detalhes e assegurar que a guitarra se encaixasse harmonicamente no conjunto da mixagem. Assim, a IA funcionou como suporte, mas o equilíbrio final dependeu da sensibilidade artística humana.

grayscale photo of condenser microphone beside pop filter

Mixagem de Voz

Mixado com microfone condensador KSM

Na mixagem da voz, o objetivo foi dar destaque à interpretação vocal sem perder o equilíbrio com os demais instrumentos. Foram utilizados recursos de equalização e compressão para garantir clareza, presença e uniformidade na dinâmica, além de efeitos como reverb e delay para acrescentar profundidade e naturalidade à performance. As ferramentas de Inteligência Artificial contribuíram sugerindo correções automáticas de frequências e ajustes de volume, agilizando o processo. Porém, a intervenção manual foi indispensável para refinar nuances expressivas e preservar a identidade artística do cantor. Assim, a voz ganhou centralidade na mixagem, mantendo-se clara, equilibrada e conectada à emoção da música.

Mixagem de Violão

Violão de Nylon - Di Giorgio

Na mixagem do violão, o trabalho concentrou-se em valorizar o instrumento como base harmônica, garantindo equilíbrio com os demais elementos da música. Foram aplicadas técnicas de equalização para remover frequências que causavam conflito e realçar as que traziam brilho e definição ao som. O uso de ferramentas de Inteligência Artificial ajudou a identificar rapidamente os ajustes necessários, tornando o processo mais ágil. Mesmo assim, o toque final do produtor foi indispensável para preservar a naturalidade e a expressividade do violão dentro do arranjo.

A Masterização

5 Jun

O Fechamento Sonoro: Precisão e Identidade na Masterização

A masterização representa a fase conclusiva da produção musical, responsável por dar unidade e refinamento às faixas já mixadas. Nessa etapa, o objetivo principal é equilibrar frequências, volumes e dinâmicas, assegurando que todas as músicas de um projeto mantenham coerência sonora entre si e se adaptem aos diferentes formatos de reprodução. O processo envolve o uso de equalizadores, compressores, limitadores e analisadores de espectro, aplicados de forma sutil para aprimorar o som sem descaracterizar o trabalho criativo realizado nas fases anteriores.

Com o avanço das tecnologias digitais, a Inteligência Artificial passou a desempenhar um papel importante também na masterização, oferecendo recursos automáticos de análise e sugestões baseadas em padrões profissionais. Ferramentas de IA são capazes de comparar o material com faixas de referência, indicar ajustes de volume e propor curvas de equalização ideais, tornando o fluxo de trabalho mais rápido e eficiente.

Entretanto, o estudo reforça que, mesmo diante dessas facilidades, a percepção humana permanece indispensável. A sensibilidade do produtor é o que garante que o resultado final preserve nuances artísticas, evitando que a música se torne excessivamente padronizada ou artificial. Assim, a masterização é compreendida não apenas como um processo técnico, mas como a última expressão da estética sonora de um projeto, onde tecnologia e sensibilidade se encontram para dar forma definitiva à obra musical.


Ajustes com o Masterdesk

Equalização: Ajuste das frequências para equilibrar graves, médios e agudos, garantindo clareza e coerência sonora.


Compressão: Controle da dinâmica geral da faixa, uniformizando volumes e destacando os elementos principais.


Limitação: Definição do volume final e prevenção de distorções, preparando o som para distribuição profissional.

TAGS

MasterizaçãoMusical, ProduçãoDeÁudio, FinalizaçãoSonora, FinalizaçãoDoÁudio, EquilíbrioTonal

Conclusões

Considerações Finais: A Harmonia entre Arte e Tecnologia

As considerações finais deste trabalho reforçam que a Inteligência Artificial surge como uma importante aliada na produção musical contemporânea, ampliando o campo de possibilidades criativas e técnicas do produtor. Ao longo da pesquisa, observou-se que as ferramentas de IA podem contribuir significativamente em diferentes etapas — da pré-produção à masterização —, otimizando o tempo, sugerindo soluções estéticas e técnicas, e permitindo novas formas de experimentação sonora. No entanto, ficou evidente que a presença humana continua sendo indispensável: é o produtor quem interpreta, seleciona e conduz as decisões artísticas, garantindo que a obra mantenha coerência estética, autenticidade e emoção.

O estudo também destacou que, embora a IA ofereça resultados eficientes e cada vez mais sofisticados, sua utilização requer um olhar crítico e consciente, especialmente para evitar a dependência de padrões automatizados que possam comprometer a originalidade da criação. Assim, o uso equilibrado entre tecnologia e sensibilidade humana revela-se o caminho ideal para o futuro da produção musical.

a computer chip with the letter a on top of it

Conclui-se, portanto, que a Inteligência Artificial não deve ser vista como uma ameaça à arte, mas como uma parceira capaz de expandir horizontes criativos, facilitar processos e inspirar novas sonoridades. A verdadeira força da produção musical do futuro está justamente nessa colaboração entre homem e máquina — um diálogo onde a técnica potencializa a emoção e a criatividade continua sendo o elemento essencial que dá alma à música.

Fale comigo!

Me mande uma mensagem e vamos falar de arte!


israelsousaprodutor@gmail.com

@israel.sousapro

@israelsousapro